O que Toronto tem, afinal?

Eu já estava querendo escrever sobre Toronto. Mas esse cara disse tudo. Apesar de só ter “morado” lá uma semana, posso realmente dizer que me apaixonei pela cidade. Quando me perguntam se gostei mais de Toronto ou de Montreal, a minha resposta é “depende…” Toronto é isso e ainda mais. O texto foi copiado e traduzido na cara dura daqui, mas as fotos são minhas.

Just a note: I just translated this article to portuguese. Mainly because it’s the best article I’ve read about a lot of things I wanted to say about Toronto, where I’ve been for a week last May. Hope it’s not a problem, Andrew ;)

Redescobrindo o caminho batido: Toronto – por Andrew Lane

Tem um velho ditado que diz que a gente nunca sabe o quanto ama alguma coisa até perdê-la. É, isso é bem verdade em relação a mim e uma moça em especial… a cidade de Toronto. Tá, Toronto não é uma moça, mas estou tentando colocar um pouco de romance, então me acompanhe…

Ah, Toronto...

Eu vivi na T-dot – como as crianças legais costumam chamá-la – pela maior parte de 8 anos, incluindo meus memoráveis dias de universidade. Então, do nada, recebi uma grande oferta de emprego que veio junto com a exigência de que eu teria que mudar da cidade. Sendo um Brazen Carreirista que sou, fui com tudo achando que depois de praticamente uma década eu estava pronto para deixar a “Big Smoke” e que mudanças me fariam bem… Mal eu sabia…

Não demorou muito para eu me pegar comparando tudo da minha nova cidade com Toronto. Rapidamente (e tristemente), percebi que minha nova casa perdia na maioria das vezes…

Ruas, pessoas...

Ruas, pessoas...

Acho que a primeira coisa da qual senti falta de Toronto foi a  energia da cidade como um todo. Mesmo não sendo Times Square, a cidade definitivamente tem mais agito e vibração que 95% das cidades que você encontra por aí. Seja a energia pulsante do que é (me contaram) o bairro de clubs mais concentrado da américa do norte, ou o rush depois do trabalho de pessoas trocando de metrô para casa ou apenas para uma bebida after-hour, ou a cena de compras no Eaton Centre ou na Rua Younge (a rua mais longa do mundo, a propósito), a cidade tem uma energia palpável. É claro que, apesar disso, pequenos bolsões como Bloor West Village, Danforth e Little Italy têm seu charme especial todo próprio, permitindo uma fuga da correria para trabalhar ou divertir-se – se você estiver a fim.

Essa energia também ecoa nos esportes locais. Enquanto pode ser frustrante às vezes que os Leafs (sem uma Stanley Cup por mais de 40 anos e contando) dominem a mídia esportiva da cidade, a verdade é que eles são apenas um dos cinco times profissionais de Toronto. Eu, sendo um cara que gosta de esportes, poderia alegremente trocar o blablabla dos Leafs por uma chance de assistir os Raptors, Argos, Jays e o novo favorito da cidade, Toronto Football Club – ou TFC, como os fanáticos adoram chamá-lo – nos seus novos e bonitos estádios.

Royal Ontario Museum

Royal Ontario Museum

Quando eu não estava a fim de esportes, Toronto oferecia o Ontario Science Centre, o recém-renovado Royal Ontario Museum and Art Gallery of Ontario, o (novinho em folha) Four Seasons Centre for the Performing Arts, além dos teatros Mirvish oferecendo o maior número de shows fora da Broadway. Junte a isso música indy, teatro alternativo e de improviso e você tem sempre mais do que suficiente para fazer – algo que eu não deixei para trás, já que eu sempre aumentava o meu pacote da tv a cabo na minha casa nova…

Uma caminhada pelas crianças pobres da ásia

Uma caminhada pelas crianças pobres da ásia

Adicionando à excitação estão os festivais que embalam os meses de verão – do festival de cultura caribenha Caribana a uma das maiores paradas gays do mundo, há realmente uma quantidade ilimitada de experiências culturais em Toronto. Além disso, parece que há todo fim de semana uma grande rua fechada para as pessoas caminharem, pedalarem ou correrem para levantar fundos ou para uma parada ou festival de rua para celebrar a cultura. Memórias de comer um gyro ou souvlaki em Greektown for taste of the Danforth, assistir uma corrida de barcos-dragões no Chinese Lantern Festival ou dançar nas ruas de Little Italy sempre vão existir, tenho certeza. Descobri que a minha nova cidade tem seu próprio festival da costela, mas, de novo, um amigo meu também, no seu quintal.

Pra fugir da cidade

Pra fugir da cidade

Outra coisa que eu tomei como certo vivendo lá é que Toronto fica nas margens do Lago Ontario. Se você quisesse escapar do concreto, ali pertinho você encontraria quilômetros de praias, parques com vista para o lago, montes de festivais no porto e vistas incríveis do que é talvez a mais característica atração da cidade – a CN Tower, com mais de 470m de altura.

A torre

A torre

O mais louco é que, descrevendo todos esses aspectos da cidade dos quais sinto saudades, eu quase nem toquei no benefício de Toronto que talvez seja o que mais interessa à audiência desse site: os trabalhos! Toronto é casa de quase toda indústria canadense. Tem o pessoal dos negócios na Bay Street, casa de quase todos as empresas de mídia do país (seja televisão, radio, impresso ou online), os quartéis-generais de quase todos os grandes bancos e negócios do país e as filiais de praticamente todas as grandes companias americanas. Somado a essa vibrante atmosfera de colarinhos brancos tocada pelos mais talentosos e notáveis profissionais, tanto novos quanto velhos, há o incrível apoio a essas indústrias. Associações industriais, grupos sem fins lucrativos e até mesmo grupos quase amadores saídos do Facebook, estão todos bem estabelecidos e crescendo e evoluindo rapidamente com Toronto como casa.

Estou digitalmente inclinado para o lado mercadológico e do marketing das coisas, por isso perdi as oportunidades de aprender com esses grupos, encontros e associações. Da Association for Internet Marketing and Sales até a Canadian Marketing Association, passando pela CaseCamp, facebookCamp, BarCamp e outros eventos saídos de wikis que são sempre encontrados no centro da cidade, Toronto é um ótimo lugar para crescer pessoal e profissionalmente, e conhecer gente jovem que não liga para as frescuras do mundo dos negócios.

Rogers Centre

Rogers Centre

Mas há uma luz no fim do túnel. Enquanto escrevo isso me vejo preparando-me para voltar. Aceitei outra excitante oportunidade em uma área da cidade que cresce rápido e está ligada com a tecnologia, chamada de Liberty Village. E mal posso esperar para começar. Apesar de odiar empacotar, encaixotar, pagar carreto – na verdade, qualquer coisa relacionada a mudança – esse é um dia de mudança que não poderia vir cedo o sufiente. Não posso conter minha excitação em dar uma caminhada num sábado de verão pelas lojas na Queen West para ver os artistas de rua, os patios, e ver a multidão vestida tão diversamente fazer o mesmo. Estou determinado a aproveitar mais os fantásticos museus e centros culturais que estarão novamente ao meu alcance. Apesar de ter perdiido alguns quilos durante esse meu hiato, será com alegria que os ganharei de volta nos restaurantes da cidade e aproveitarei a comida amiga dos pobres – os festivais Summerlicious e Winterlicious – refeições com descontos nos restaurantes mais finos da cidade. Estou ansioso pela chance de passar uma tarde quente de verão no Rogers Centre com a cobertura aberta, torcendo pelos Blue Jays. Mas, mais que tudo, estou ansioso para estar de volta com as pessoas.

O que importa, mesmo, são as pessoas.

O que importa, mesmo, são as pessoas.

Você sabe, mesmo apesar de toda a cultura, compras, culinária, esportes e mais, o que realmente faz Toronto grandiosa é a incrível gama de pessoas que chamam a si mesmas de torontonianos. Viajei pelas maiores cidades do Canada e Estados Unidos e quase todos os continentes e nunca encontrei uma cidade tão diversa e ao mesmo tempo tão coesa quanto Toronto. Andar por uma rua movimentada é ver uma diversidade de culturas como eu nunca vi em lugar algum. Durante a última Copa do Mundo você precisava estar o tempo todo com um atlas para decifrar a imensa variedade de bandeiras penduradas nos carros, apoiando seus países de origem. Frequentemente ouvimos termos como “melting pot” e “mosaico de culturas”, mas até que você tenha vivido em Toronto eu não vejo como você pode entender o que isso significa de verdade. Desde que deixei Toronto, estive em um monte de lugares, mas nada comparado com a experiência de estar de volta para o centro para uma reunião ou uma visita com velhos amigos. E agora, enquanto preparo para mudar para a cidade que amo e tiro um tempo para pensar e escrever esse artigo, isso me faz perceber que, apesar de ter estado fora fisicamente, na minha mente e coração eu nunca saí de lá.

3 respostas para O que Toronto tem, afinal?

  1. Pri disse:

    Pô, nem dá o crédito rs. A Catarina vai adorar aparecer no seu blog ;)

  2. Daniel Trezub disse:

    Assim como o Mike e o Pascal.
    Pior que eu tinha escrito que você que mandou o link, mas numa das edições acabei tirando :S

  3. Pri disse:

    O Mike e o Pascal só viajam, nem lêem blogs rs

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