Ponto Frio enrola e entrega TV usada (ou: Quando Desconfiar de Alguma Coisa, Saia Andando)

16 maio 2011, segunda-feira.

No dia 29/04, sexta-feira, fui fazer peregrinação nas lojas de eletro-eletrônicos da Marechal Deodoro, para pesquisar preço de TV LCD de 32″. Já tinha feito pesquisa na internet, então tinha noção dos preços que estão por aí, mas queria ver se no cara a cara não rolava um desconto bom e tal.

Na Ponto Frio o vendedor diz que faz uma Sony Bravia por R$1250,00, mas não tinha pronta entrega. Eu queria pronta entrega porque não queria me estressar com transportadora, esperar e o escambau. Se eu ia pagar à vista, porque deveria esperar para ter o produto?

Entro em outra Ponto Frio (na esquina com a Monsenhor Celso) e o vendedor fala que bate qualquer preço que eu tenha. Falo pra ele da Sony por R$1250 e ele diz que faz por R$1240. “Mas tem na loja”? – pergunto. Vamos até o computador e ele me mostra que constam duas peças em estoque, mas que uma deve ser a do mostruário. Mentira número 1. Choro mais um descontinho, falo que é pra pagar à vista e tal (mesmo sabendo que o preço já está ótimo) e fechamos. Enquanto vou pagar no andar de cima, ele vai buscar a TV no estoque.

Fatura do cartão R$1240 mais gorda, desço para encontrar o vendedor falando com o gerente. “Aparentemente temos uma inconsistência no sistema, não estamos encontrando a TV no estoque”. Meu sentido de aranha alarma pela primeira vez.

Pergunto se não tem em outra loja, que eu vou buscar. Não queria que entregassem, mesmo que eu gastasse uma graninha com taxi. Os dois telefonam para várias lojas, para o depósito e nada. Meu sentido de aranha alarma insistentemente. “Então não vou querer, vamos cancelar a compra”. Tanto o gerente quanto o vendedor dizem que a loja dá 10 dias para a entrega, mas “com toda certeza bem antes disso a TV está na sua casa”. Mentira número 2. Recuso, dizendo que queria pronta-entrega.

O vendedor me oferece a do mostruário: “Esse mostruário foi montado não faz nem duas semanas”, larga. Mentira número 3. “Quanto de desconto eu ganho por levar a do mostruário”? – pergunto. Nada, mas a garantia é a mesma: um ano. Não, obrigado. Se for pra levar de mostruário, quero pagar R$1000. Sem chances.

Reluto, pensando no bom preço da compra, mas acabo aceitando que entreguem.

Saio da loja contrariado e torcendo pra que tudo dê certo, achando que até o próximo fim de semana estarei com TV nova, mas com a pulga atrás da orelha.

Na quarta-feira seguinte, ligo para o vendedor. “O prazo de dez dias que vocês me deram está acabando e não recebi minha TV”. Ele desculpa-se mas argumenta que não, que os dez dias ÚTEIS ainda estavam longe de expirar. Como assim? Agora são dez dias ÚTEIS? E que tal você me surpreender e entregar ANTES do prazo, só pra variar?

Ligo na quinta-feira de volta. Passo mais de 20 minutos esperando o vendedor me antender, só pra me dizer que tenho que esperar a entrega.

Ligo na sexta. Já é o oitavo dia. Pergunto se tem alguma previsão. Nenhuma. Estou decidido a ir na loja segunda-feira cancelar a compra, mas no fim de semana faço umas pesquisas e descubro algumas características da TV que me fazem decidir esperar a entrega.

Na segunda (onze dias após a compra), ligo de volta. Dessa vez o vendedor me pergunta surpreso se não recebi a TV ainda. Alô? Você prestou atenção em algum dos outros telefonemas que fiz? Diz que vai verificar e me liga de volta. Falo que ele não vai ligar e que às 13h eu ligo de volta. Às 13h ligo e não falo nem alô: “Que que eu te falei de manhã, fulano”? Ele pede desculpas, mas está com o SAC na outra linha e pede para eu esperar. Por algum motivo não foi feita a compra da minha TV, mas ele vai verificar e é pra eu ficar tranquilo e ele me liga depois. Óbviamente não liga, e vou até a loja depois do médico.

O vendedor é todo solícito, diz que no meu lugar estaria puto, mas que iria resolver essa história com certeza. Ia ligar no SAC pra mandar fazer a compra. Mentira número 4. Pergunto se ele não deveria ter feito isso no dia em que comprei a TV. Tipo, primeiro vocês deixam dar merda pra depois correr atrás? “Ah, deve ter dado algum problema no sistema”. Claro, sempre culpa do sistema.

Na quarta-feira, 13 dias após a compra, o vendedor me liga. Encontraram uma TV no depósito em Londrina e na sexta-feira ela estará em Curitiba. Pergunto se a TV vem no lombo de um burro pra demorar dois dias de Londrina até aqui e falo que pego a TV na loja mesmo para não demorar mais. Ele me garante que, se eu quiser que entregue, a transportadora entrega no sábado. Não, vou buscar na loja mesmo, obrigado.

Na sexta, ligo de manhã para saber se a TV já havia chegado mas o vendedor não tinha ido trabalhar aquele dia, e só ele poderia me responder sobre uma venda dele. Dou um esporro no coitado que me atendeu e ele descobre que não havia chegado ainda. Ligo de novo à tarde e a mesma coisa. Quando ligo no fim da tarde, após sair do trabalho, sou informado que a TV está lá.

Surpreso e desconfiado, vou até a loja. Agradeço entredentes, pego a TV e levo pra casa. No caminho estranho alguns barulhos de coisa solta dentro da embalagem.

Antes de abrir a caixa acho estranho que a fita adesiva da Sony está pela metade, com outra fita colada por cima. “Numa dessas os caras abrem a caixa para conferir na loja”, penso, desconfiado. Ao abrir a caixa, a primeira coisa que vejo é uma peça plástica (que devia ser do apoio da base ou algo assim) solta, sem embalagem, apenas apoiada no isopor de proteção. Pego a tal peça: toda empoeirada e com alguns riscos.

Tiro os pedaços de isopor (quebrados, inclusive) e vejo a base da TV também solta dentro da caixa. “Hm, isso não está certo. A Sony não embalaria um TV assim”, comento com minha filha. Pego a base e ela está empoeirada e toda riscada, como se tivesse sido esfregada com um bombril. Coloco tudo de volta na caixa e ligo para a Ponto Frio. Nem tirei a TV da caixa pra não passar mais raiva.

“Vocês me mandaram uma TV usada”, reclamo. “Venha aqui amanhã para a gente resolver isso”, o vendedor limita-se a responder.

Sábado, 9 horas da manhã, pego um táxi e levo a TV até a loja. Chego lá e o vendedor que me vendeu a TV pergunta o que aconteceu. “Me mandaram uma TV usada”, disse bem alto pra todo mundo na loja ouvir. “Como assim, usada”? – espanta-se ele. A cara que fiz deve ter respondido, porque ele não falou mais nada. Abri a caixa no meio da seção de televisores e dei a peça pequena pra ele. “Ah, nem precisa desembalar. Te mandaram uma de mostruário mesmo”. ORLY??

Pergunto se tinha vindo mais de uma junto com essa. Não tinha. Tem em alguma outra loja? Não. Vai chegar mais dessa em qualquer loja do Brasil? Não, essa TV estava saindo de linha, agora só viria o modelo novo, de LED. Peraí: se a TV estava saindo de linha, como que o mostruário havia sido montado há menos de duas semanas?

Minha proposta, bastante razoável, foi: eu devolvo essa e saio daqui com outra Sony 32″. “Ótimo! – responde o gerente – e como você quer fazer a diferença”? Como assim? “Faço a Sony LED por 399 de diferença, podemos parcelar”. Você não está entendendo: eu só tiro meu cartão do bolso se for pra cancelar a compra. Ou levo outra Sony no lugar dessa ou cancelo a compra. “E outra marca, não te interessa”? Não, não me interessa. Comprei uma Sony, quero chegar em casa com uma Sony. Uns 15 minutos dessa discussão inútil e estou de volta ao andar de cima cancelando a compra.

A menina do crediário pergunta o motivo do cancelamento. “Me venderam uma TV que não existe mais”, respondo. E ela “Ah, produto inexistente”. Pelo jeito isso é normal no Ponto Frio.

Nesse meio tempo todo eu reclamo no twitter com a @pontofrio. Como era fim de semana, não recebo resposta nenhuma até segunda-feira, quando recebo um tweet perguntando em que loja foi feita a compra. Respondi agora há pouco, vamos ver se adianta alguma coisa (o que duvido muito, claro).

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Eu no Canadá – Janeiro de 2008

10 dezembro 2008, quarta-feira.

Era uma vez um cara que tinha um amigo morando no Canadá. O amigo é uma mala, mas o cara queria dar um jeito de ir visitá-lo. Na verdade, a idéia existia, mas nunca tinha sido levada muito a sério, nada havia sido planejado, nunca.

Até a noite em que o chefe do cara chegou pra ele e perguntou, no final de janeiro, pra quando ele queria marcar suas férias. Por uma coincidência forte do destino, naquela mesma semana a FIA havia anunciado a data oficial — mas não definitiva — do GP du Canada. Seria em 8 de junho. O cara, então, em um momento “meu cérebro funciona e liga as coisas”, resolveu marcar as férias para coincidir com o GP e poder ir visitar o amigo, depois de alguns emails trocados com ele, claro. A data real do “eu vou” é 22 de janeiro, só para efeito de registro :)

Iniciava-se, assim, dessa maneira quase casual, a grande jornada de 3 semanas que fiz ao Canadá, em maio e junho de 2008. O cara que tem um amigo sou eu, o amigo é o André e o Canadá é um país da América do Norte que faz fronteira com os EUA.

Uma amizade com diálogos

Uma amizade com diálogos


Canadá

24 maio 2008, sábado.

Pra quem fica, beijos e abraços.

Daqui a três semanas estou de volta, com novidades e histórias para contar. Antes disso talvez vocês vejam alguma coisa lá no http://www.continue.com.br. Fiquem de olho!

Fui!


Caro é remédio!

7 abril 2008, segunda-feira.

Conheci um sujeito que, toda vez que alguém comentava que alguma coisa era cara, respondia: “Caro é remédio”.

Pois é.

Uma pomada feita em farmácia de manipulação: R$50,00. A quantidade? 50 gramas. Fazendo uma conta bem rápida: R$1.000,00/kg.

É, definitivamente, o troço mais caro que já comprei na vida.


Earth Hour – Desliguem tudo!

29 março 2008, sábado.

wwflogo_blog.jpgTudo começou com uma pergunta: Como podemos fazer as pessoas agirem em relação ao aquecimento global?

A resposta: pedir aos habitantes de Sydney (Austrália) para que desliguem suas luzes por uma hora.

Em 31 de março de 2007, 2,2 milhões de pessoas e 2100 empresas de Sydney apagaram suas luzes por uma hora – Earth Hour. Se a redução no efeito estufa conseguido em Sydney durante a Earth Hour fosse estendida por um ano seria o equivalente a tirar 48.616 carros das ruas por um ano.

Com ícones da cidade como a Harbour Bridge e a Opera House desligando suas luzes, e eventos como casamentos à luz de velas, o mundo prestou atenção. Inspiradas pelo esforço coletivo de milhões de cidadãos de Sydney, muitas grandes cidades do mundo se juntarão à Earth Hour em 2008, transformando um evento simbólico em um movimento global.O dia é hoje, e a proposta é a mesma: desligar tudo, das 20 às 21 horas.

Eu nunca coloquei vídeos do youtube aqui no blog. Sempre coloco links para vídeos, mas nunca coloquei um vídeo diretamente aqui na página. Esse é o primeiro, pois acho que vale a pena. Apesar de nós aqui no Brasil usarmos pouca energia gerada a partir da queima de carvão (termoelétricas), ainda acho que um ato simbólico como esse pode fazer diferença. Afinal, eu quero nosso planetinha vivo por muito tempo.

Uma pena hoje ser aniversário de Curitiba, pois acho que isso não faria nossas autoridades participarem. Afinal, duvido que apagariam as luzes dos pontos turísticos da cidade no dia do aniversário. Seria uma ótima maneira de participar, mas muito improvável.

Para mais informações, veja o site www.earthhour.org

Vamos lá, não custa nada, e vai ser divertido passar uma hora conversando à luz de velas!

Se você quiser ajudar, imprima o Cartaz Earth Hour português para colar no saguão do seu prédio, no elevador, na janela do carro, onde der. Sei que tá em cima da hora, mas não custa tentar. Eu colei no elevador do meu prédio.


Comidas alemãs

26 março 2008, quarta-feira.

Um tempo atrás o Rigues comentou algo sobre um maluco que pegava fotos de comidas de cardápios e comparava com fotos da mesma comida real.

Daí ontem a Pri me mandou esse link, de um alemão que faz a mesma coisa, só que ele compara as fotos das embalagens com a comida real. (clique na primeira fotinho para começar, depois vá clicando em nächstes – seja lá o que isso for):

http://pundo3000.com/werbunggegenrealitaet3000.htm

Dessa experiência culinária podemos chegar a algumas conclusões:

  1. A língua alemã é uma das mais feias do universo, talvez só perdendo para a língua dos Orcs de O Senhor dos Anéis.
  2. Os alimentos congelados/prontos alemães são os mais nojentos do universo. Aconteça o que acontecer, NUNCA, JAMAIS compre comida pronta na Alemanha.
  3. A Bauducco não vende seus produtos na Alemanha. Porque se vendesse mais da metade das fotos seriam de produtos Bauducco, já que aqui no Brasil ninguém vence a cara de pau deles para fotos de embalagens.
    projekt1_erasco-gruenkohl.jpg

Antes de escrever seu comentário para esse post, tenha em mente o seguinte: seja educado, não me xingue, esse é meu blog e eu escrevo o que quiser nele, a minha opinião pode ser diferente da sua e nem por isso sou ignorante ou burro (e nem você), se você me xingar vai ser xingado de volta, não sou descendente de alemães, sempre achei a culinária alemã feia, nunca gostei da culinária alemã, as fotos SÃO horríveis, veja as fotos antes de comentar e, por último, se não gostou vá ver site pornô ao invés de comentar que você ganha mais e aproveita melhor seu tempo.


Melhor? Impossível…

28 fevereiro 2008, quinta-feira.

bundle_ps3_mgs4.jpg

Se eu tinha alguma dúvida se ia comprar o PS3 até o meio do ano, essa dúvida já era.